Assédio no meio acadêmico: o casamento do egoísmo sórdido e da irresponsabilidade

Cláudia de Marchi Hoje eu poderia escrever uma crônica sobre o Dia dos Namorados, afinal, apesar de eu achar uma data comercial e que todos os dias são dias de celebração amorosa, muitas pessoas a valorizam. Quando eu namoro, noivo ou caso, também valorizo, neste momento, solteira e na minha melhor fase desde o final de 2022, sinto alívio e paz. Portanto, a minha ode … Continuar lendo Assédio no meio acadêmico: o casamento do egoísmo sórdido e da irresponsabilidade

Quando o exibicionismo e a burrice se encontram: a prefeita de biquíni e outros casos

Cláudia de Marchi A internet é para mim, frequentemente, uma forma de saber de coisas cuja existência me envergonha, eis o caso das bets, dessa horda de influenciadores digitais abomináveis e de seus seguidores tão idiotas e fúteis quanto os seus ídolos, da criatura verborrágica definida por um bando de néscios como “comediante” entre outras vergonhas. Entre tais vexames tomei conhecimento de uma prefeita que … Continuar lendo Quando o exibicionismo e a burrice se encontram: a prefeita de biquíni e outros casos

Um pouco de misandria contra muito machismo

Cláudia de Marchi Homens são, em sua maioria, seres bastante medíocres, infantis e vulgares. Essa maioria é homoafetiva: gosta de ter sexo com mulheres, mas não as admira e detesta aquelas que se opõem, sem medo de perder o seu apreço ou companhia, às suas limitações idiotas. Existem homens nutridores de medo e raiva de mulheres que expressam seus pensamentos e sentimentos. Para tais bípedes … Continuar lendo Um pouco de misandria contra muito machismo

Viva aos relacionamentos sólidos!

Cláudia de Marchi Recentemente, o Facebook me lembrou de algumas das matérias internacionais que me noticiaram após o meu sucesso na Folha de S. Paulo. No Reino Unido foram o The Sun, Mirror, Daily Mail e Daily Star, também fui notícia no Siri Lanka, no México e na Bélgica, posteriormente na Espanha, Itália e em países cujos idiomas eu desconheço. Todos falaram que sexo era … Continuar lendo Viva aos relacionamentos sólidos!

Etarismo e o “divórcio cinza”

Cláudia de Marchi Essa semana resolvi me debruçar sobre a pauta do etarismo. Questão que massacra homens e mulheres obliterando a evolução pessoal de cada um e as vivências que nos modificam sem nos moldar, pois são constantes. Essa crônica aborda o assunto independentemente do gênero sem olvidar do fato que o “divórcio cinza” é respaldado pela independência financeira feminina: depender de homem para satisfazer … Continuar lendo Etarismo e o “divórcio cinza”

Etarismo, a recepção de Odete Roitman em 2025 e outras elucubrações

Cláudia de Marchi Viver é um eterno “estarmos sendo” até deixarmos de ser. Nós nunca somos, nós sempre estamos, eis a neuroplasticidade provando, cientificamente, que nem mesmo o nosso cérebro hoje é o mesmo de outrora. Na ordem da vida não há, quase sempre, nenhuma margem para o “pra sempre”, pois somos seres em constante estado de mudança e adaptação: aos trinta não somos quem … Continuar lendo Etarismo, a recepção de Odete Roitman em 2025 e outras elucubrações

A insana busca humana por réplicas de si

Está cada vez mais difícil de se relacionar com as pessoas, porque elas conseguiram elevar a necessidade de afinidade em suas relações a um nível narcísico: não basta ser afim, elas querem, das amizades e dos amores, equivalência, igualdade. Querem ouvir da boca alheia concordância irrestrita. Enfim, a necessidade de identificação plena do ser humano tira de mim a vontade de conhecer pessoas e conviver … Continuar lendo A insana busca humana por réplicas de si

Apologia da não-maternidade

Cláudia de Marchi O sonho de ter filhos sempre me pareceu algo bastante narcisista em algumas pessoas. Todavia, se outrora tal anseio era romantizado graças a absurdos como o tal do “ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”, hoje em dia sabemos que a família é rainha máxima da sociedade capitalista, uma “invenção do capital para o capital” como nos disse a … Continuar lendo Apologia da não-maternidade

Como vivem mortos aqueles que ainda existem?

Cláudia de Marchi O que existe mais próximo da morte em vida é a apatia, o comodismo, o seguir adiante por seguir, a desconexão do ser humano consigo, o cultivo melancólico, a negação de dores e sentimentos, a fuga dos processos de luto e dissabores. É o estar sem estar de alma presente. É a falta de sabor, de tesão, de desejo, de pulsão de … Continuar lendo Como vivem mortos aqueles que ainda existem?

Quando Freud me aplaudiu!

Cláudia de Marchi Eu já escrevi que sou uma mulher exausta com uma série de processos de lutos que não tive tempo de vivenciar, pois nunca consegui descansar, certo? Quem acompanha a minha escrita sabe: foram mudanças, algumas inesperadas, outras planejadas, em cima de mudanças, magníficas ou banais, mas sempre estressantes — como qualquer mudança é para uma pessoa ordenada e ansiosa, — com a … Continuar lendo Quando Freud me aplaudiu!