(Foto: Divulgação/Universal Pcitures)
Filme “Michael” é alvo de debate por não abordar denúncias de abuso sexual na narrativa
A cinebiografia Michael, que retrata a trajetória de Michael Jackson, tem gerado repercussão internacional após críticas à ausência das acusações de abuso sexual infantil enfrentadas pelo artista ao longo da carreira. Diante da controvérsia, o cineasta Spike Lee saiu em defesa do filme, destacando que a narrativa respeita o recorte temporal proposto.
Dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, o longa acompanha a infância do artista nos anos 1960, a formação do Jackson 5 e o período de ascensão solo, com álbuns como Off the Wall e Thriller. A história se estende até o fim da década de 1980, antes do surgimento das denúncias públicas.
Em entrevista à CNN, Spike Lee argumentou que a crítica ignora a proposta cronológica da obra. Segundo ele, o filme se encerra em 1988, período anterior às acusações, o que justificaria a ausência do tema na narrativa. O diretor também ressaltou a recepção positiva do público ao redor do mundo.
A produção enfrentou entraves legais durante o desenvolvimento. Um acordo firmado na década de 1990 impedia a menção a um dos principais denunciantes, o que levou a mudanças no roteiro e à realização de refilmagens. O projeto contou com investimento do espólio de Michael Jackson, incluindo a participação de seu filho, Prince Jackson, como produtor executivo.
As acusações contra o cantor remontam a 1993 e incluem novos episódios nos anos 2000. Em um dos casos, Jackson foi absolvido pela Justiça em 2005. Após sua morte, em 2009, novas denúncias vieram à tona e foram tema do documentário Leaving Neverland, dirigido por Dan Reed, que também criticou a abordagem da cinebiografia.
A produção de Michael está dividida em duas partes. A segunda deve abordar o período posterior da carreira do artista, incluindo fases mais recentes e controversas de sua trajetória.