A atriz Rachel Zegler, protagonista do controverso remake de Branca de Neve, da Disney, teve suas redes sociais monitoradas por um profissional contratado pelo estúdio após a repercussão negativa de postagens com críticas ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A informação foi revelada pela revista Variety, que detalha os bastidores da crise que se instaurou em torno da imagem da atriz antes da estreia do filme.
Em uma publicação feita no Instagram, logo após as eleições presidenciais americanas de 2024, Zegler escreveu:
“F***-se Donald Trump” e “Que os apoiadores de Trump… e o próprio Trump nunca conheçam a paz.”
As declarações geraram forte reação nas redes, sobretudo entre comentaristas conservadores e apoiadores do ex-presidente. Diante da polêmica, Rachel apagou os posts e publicou um pedido de desculpas:
“Quero me desculpar sinceramente pelo post eleitoral que compartilhei no meu Instagram na semana passada. Deixei minhas emoções falarem mais alto. O ódio e a raiva nos afastam da paz e da compreensão, e lamento por ter contribuído com esse discurso negativo.”
De acordo com a Variety, o episódio levou a reuniões internas entre a atriz e o produtor do filme, Marc Platt, e resultou na decisão da Disney de contratar um “guru digital” para supervisionar as postagens de Zegler durante todo o período de divulgação do longa. A preocupação do estúdio era evitar novas controvérsias que pudessem afetar ainda mais a imagem do filme e da marca Disney, já sob pressão por outros temas sensíveis.
Além das críticas a Trump, Zegler também havia se manifestado em apoio à causa palestina, o que, segundo a publicação americana, também gerou desconforto entre executivos e acionistas da Disney.
Bilheteria aquém do esperado e recepção fria da crítica
Apesar da expectativa em torno da produção, que contou com um orçamento entre US$ 240 e US$ 270 milhões, Branca de Neve estreou nos Estados Unidos com US$ 42,2 milhões em bilheteria — valor considerado decepcionante para os padrões de blockbusters da Disney.
A recepção crítica também foi negativa. No site agregador Rotten Tomatoes, o filme registrou apenas 42% de aprovação, com críticas à adaptação do clássico, ao roteiro e ao desempenho do elenco.
Silêncio da Disney e da atriz
Até o momento, a Disney não se pronunciou oficialmente sobre a reportagem da Variety. Rachel Zegler também não respondeu aos pedidos da imprensa. A atriz, que havia despontado como estrela em ascensão após Amor, Sublime Amor (2021), agora enfrenta um teste importante de imagem e carreira.
O caso expõe o choque entre ativismo político nas redes sociais e a gestão de imagem corporativa em Hollywood, especialmente quando se trata de projetos de grande visibilidade e investimento.