Stephany Fonttine conquistou o título nacional em agosto deste ano — Foto: Divulgação
A amazonense Stephany Fonttine, atual Miss Universe Trans Brasil, vive um impasse às vésperas do mundial que ocorre de 3 a 9 de dezembro na Índia. Mesmo com o título conquistado em agosto, em Porto Alegre, ela não conseguiu apoio público nem patrocínio privado para custear a viagem.
Stephany venceu o concurso nacional depois de três tentativas. A trajetória reúne superação, visibilidade e quebra de barreiras. Ela foi a primeira rainha de bateria trans do Amazonas e mantém um discurso firme contra preconceito e violência. Cita que esperava, ao menos, o reconhecimento institucional pelo alcance simbólico de sua participação no mundial.

A coordenação brasileira do concurso afirma que a falta de apoio reforça brechas nas políticas culturais e sociais voltadas à diversidade. Segundo eles, a Secretaria de Cultura do Amazonas negou auxílio financeiro e institucional mesmo após pedido formal.
A Secretaria informou que o orçamento anual está fechado e que não há mecanismo legal para repasse sem contrato. O argumento não diminui a frustração da miss, que vê o caso como exemplo de como a pauta da diversidade ainda enfrenta resistência na prática.

O Miss Universe Trans Brasil ganhou relevância nos últimos anos. Atingiu mais de 30 milhões de pessoas, acumulou prêmios internacionais e colocou o país entre as referências do debate global sobre inclusão. Em 2023, o Brasil levou seu primeiro título mundial com a modelo gaúcha Luanna Isabelly, desde então, tornou-se bicampeão de Melhor Direção e Melhor Campanha Internacional.
Stephany, apesar das dificuldades, segue buscando alternativas para representar o país na Índia.
Em sua rede social, Luanna Isabelly maifestou a sua indignação
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