Primeira mostra individual do artista abre em 22 de outubro na Galeria Habitart, em Porto Alegre, com esculturas, quadros e quinze trabalhos inéditos
Madeira, fibras naturais, papéis, plástico e resina, muitos recolhidos nas ruas, são os materiais usados por Fábio Mallmann nas obras de Dopamina. A primeira exposição individual do artista abre no dia 22 de outubro, às 18h30, na Galeria Habitart, em Porto Alegre. A visitação segue de 23 de outubro a 21 de novembro.
Com curadoria de Marilene Bittencourt, a mostra reúne esculturas, quadros e trabalhos produzidos nos últimos anos, além de quinze peças inéditas criadas especialmente para a exposição.
Mallmann trabalha com upcycling, prática que aproveita objetos e materiais descartados para criar peças com novos usos e valor. A produção é inteiramente artesanal e mantém marcas da matéria original, incorporadas às formas e texturas das obras.
“A sustentabilidade não aparece como um conceito abstrato, mas como prática cotidiana e fundamento da minha criação artística”, afirma o artista.
Formado em arquitetura, Mallmann desenvolveu sua pesquisa a partir da experimentação com materiais e do contato com artistas e galeristas. Há mais de vinte anos, frequenta exposições e vernissages, percurso que inclui visitas a museus e viagens.
As obras de Dopamina representam diferentes períodos de sua vida. Ao reunir essa produção com os trabalhos recentes, o artista apresenta os caminhos de uma criação baseada no reaproveitamento. “Consigo transformar matéria esquecida em expressão artística”, diz.
No dia 12 de novembro, às 18h, a galeria recebe um bate-papo com Mallmann, Sandra Echeverria, da plataforma Art Destination, e Marilene Bittencourt, curadora da mostra e proprietária da Habitart.
Serviço
Dopamina, de Fábio Mallmann
Abertura — 22 de outubro, às 18h30
Visitação — De 23 de outubro a 21 de novembro
Bate-papo — 12 de novembro, às 18h
Local — Galeria Habitart
Endereço — Rua Coronel Armando Assis, 286, bairro Três Figueiras, Porto Alegre