Turnê mágica e misteriosa. Paul, Linda e os Wings no ônibus com desenhos psicodélicos usado durante os improvisados shows do grupo pela Europa em 1972: clima hippie em busca de novos caminhos para a carreira Foto: / Divulgação
Fãs de Paul McCartney, dos Wings e dos Beatles já podem anotar a data. O documentário Paul McCartney: Man on the Run chega ao catálogo do Prime Video em 27 de fevereiro.
A direção é de Morgan Neville, vencedor do Oscar por A Um Passo do Estrelato (2013). O filme não é uma celebração genérica de carreira, mas um mergulho num momento delicado e pouco romantizado da trajetória de McCartney, o período imediatamente posterior ao fim dos Beatles.
Antes do streaming, haverá uma exibição única nos cinemas em 19 de fevereiro. Ainda não há confirmação sobre salas no Brasil.
A narrativa acompanha McCartney tentando se reencontrar artisticamente depois do fim do Fab Four. Sem o aparato das grandes turnês e sem a aura de supergrupo, ele escolhe um caminho mais simples, quase artesanal.
É nesse contexto que surgem os Wings, no final de 1971. A banda tem Linda McCartney nos teclados e Denny Laine, ex-The Moody Blues, na guitarra. Nos primeiros anos, o grupo circula pela Inglaterra em uma van, tocando de surpresa em universidades e espaços menores, longe dos holofotes.
O documentário mostra essa transição musical. Passa pelos álbuns Wild Life (1971) e Red Rose Speedway (1973), até chegar ao ponto de virada, Band on the Run (1973), que inspira o título do filme.
Gravado entre Londres e Nigéria, o disco é considerado por muitos críticos o ápice criativo da fase pós-Beatles de McCartney, com faixas como “Band on the Run”, “Jet” e “Let Me Roll It”.
Neville opta por um olhar direto, centrado no trabalho, nas inseguranças e nas escolhas do músico num momento decisivo de sua carreira.