Jennifer Lawrence chama guerra em Gaza de “genocídio” ao receber prêmio Donostia em San Sebastián

Foto: Divulgação

A atriz norte-americana Jennifer Lawrence, 35 anos, usou a coletiva de imprensa do Festival de Cinema de San Sebastián para criticar duramente a guerra em Gaza e a política dos Estados Unidos, pouco antes de receber o prêmio honorário Donostia por sua carreira.

Críticas à guerra e à política americana

“O que está acontecendo é nada menos que um genocídio, e é inaceitável”, disse Lawrence ao ser questionada sobre o conflito em Gaza. A atriz afirmou sentir medo “pelos filhos, pelos nossos filhos”, e lamentou que os jovens que começam a votar agora estejam se acostumando a um cenário político marcado, segundo ela, por falta de integridade.

“Será totalmente normal que a política careça de integridade. Os políticos mentem, não há empatia, e todo mundo deve lembrar que quando você ignora o que está acontecendo em uma parte do mundo, não levará muito tempo para que chegue ao seu lado”, declarou, sem citar nomes.

A atriz também reconheceu que declarações de artistas como ela acabam “jogando mais lenha na fogueira”, quando os problemas deveriam ser tratados pelos representantes eleitos.

Reconhecimento no cinema

Jennifer Lawrence se tornou a mais jovem premiada da história do Donostia, distinção já entregue a nomes como Gregory Peck, Bette Davis, Robert De Niro, Lauren Bacall, Meryl Streep e Pedro Almodóvar.

A cerimônia ocorreu no auditório Kursaal, onde ela recebeu o troféu das mãos do diretor espanhol Juan Antonio Bayona, presidente do júri desta edição.

“Quando penso nos artistas que receberam esta homenagem antes de mim, sinto-me incrivelmente afortunada e emocionada. Estes são artistas que moldaram o cinema e me inspiraram pessoal e criativamente. Estar entre eles é quase impossível de compreender”, afirmou Lawrence em seu discurso.

Novo filme

Após a entrega do prêmio, o festival exibiu Morra, Amor, longa mais recente de Lawrence, dirigido por Lynne Ramsay. Coproduzido por Lawrence e Martin Scorsese, o filme adapta o romance da argentina Ariana Harwicz e retrata a maternidade de forma crua, sem idealizações.

A obra já havia sido apresentada no Festival de Cannes e agora reforça o momento de renovação da atriz, que se tornou um dos nomes centrais do cinema contemporâneo com papéis em O Lado Bom da Vida (Oscar em 2013), Jogos Vorazes e X-Men.