O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o setor audiovisual internacional ao anunciar, no último domingo (4 de maio), a imposição de uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora do país. A decisão, divulgada por meio de suas redes sociais, visa, segundo ele, proteger a indústria cinematográfica norte-americana, que estaria “morrendo muito rápido”.
A medida autoriza o Departamento do Comércio e o Escritório do Representante Comercial dos EUA a instituírem a cobrança adicional sobre longas-metragens estrangeiros que desejem ingressar no mercado norte-americano.
Hollywood em crise?
De acordo com Trump, a indústria dos Estados Unidos estaria sendo prejudicada por políticas de incentivos fiscais adotadas por cidades estrangeiras, como Toronto (Canadá) e Dublin (Irlanda), que têm atraído grandes produções de cinema e televisão. O mandatário chamou essas iniciativas de “esforço conjunto de outras nações” e alegou que representam uma “ameaça à Segurança Nacional”.
“A indústria cinematográfica americana está morrendo muito rápido. Este é um esforço conjunto de outras nações e, portanto, uma ameaça à nossa segurança nacional. É, além de tudo, mensagem e propaganda!”, declarou Trump.
O presidente, no entanto, não informou quando a tarifa começará a valer, nem como será aplicada na prática. A ausência de detalhes técnicos e logísticos levanta questionamentos dentro e fora do setor.
Repercussão internacional
A decisão gerou preocupação imediata entre produtores, distribuidores e exibidores de todo o mundo, já que os Estados Unidos representam um dos principais mercados consumidores de conteúdo audiovisual. Especialistas apontam que a medida pode provocar retaliações comerciais, além de encarecer a distribuição de filmes estrangeiros no país, afetando tanto as bilheterias quanto a diversidade cultural nas salas norte-americanas.
Analistas também destacam a possível motivação política por trás da decisão, em meio à campanha de reeleição de Trump, que tem apostado em discursos nacionalistas e na revitalização de indústrias estratégicas como o entretenimento.
O que está em jogo
- Tarifa: 100% sobre filmes produzidos fora dos EUA
- Objetivo: Reforçar a indústria americana e conter incentivos externos
- Justificativa: Ameaça à segurança nacional e “propaganda estrangeira”
- Data de início da cobrança: Ainda não definida
Com essa medida, Trump reacende o debate sobre protecionismo cultural e coloca a indústria cinematográfica no centro de uma nova disputa comercial e ideológica. O mundo agora observa os próximos passos de Hollywood e das principais potências do cinema global.