Museu de Arte do Rio Grande do Sul apresenta exposição sobre enchente

Após sete meses de fechamento devido a uma enchente que afetou a região, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) reabriu suas portas ainda no mês de dezembro de 2024. Localizado na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, o museu volta a fazer parte da cena cultural da cidade com uma exposição inédita que aborda as consequências da inundação no térreo do prédio.

A nova mostra, intitulada “Post scriptum — Um museu como memória”, ficará em cartaz até 9 de março de 2025 e reúne mais de 100 obras de mais de 60 artistas. Com entrada gratuita, a exposição apresenta uma variedade de registros, incluindo fotografias, vídeos e objetos que documentam os danos causados pela enchente, que inundou o andar térreo do museu por mais de três semanas.

Dividida em cinco seções temáticas, a exposição oferece uma narrativa interligada que explora as medidas preventivas adotadas, o impacto dos danos e as ações de recuperação do museu. Os visitantes poderão ver imagens históricas e textos de pesquisa relacionados aos aterramentos do Guaíba e a cheias anteriores, além de obras de renomados artistas como Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral e Glauco Rodrigues, afetadas pela inundação e posteriormente recuperadas.

A reabertura do MARGS representa uma nova fase para a instituição, que está passando por reformas e melhorias que continuarão ao longo de 2025. Foram investidos R$ 5,6 milhões nas ações iniciais de recuperação, que incluem a restauração de obras e a criação de uma nova reserva técnica para o acervo. O térreo, que abrigava a operação interna do museu, incluindo equipamentos e o bistrô, foi severamente danificado.

A reabertura do MARGS é uma importante conquista para a cultura local, permitindo que a comunidade e os visitantes possam novamente apreciar a arte e a história da região, enquanto a instituição continua a se reimaginar e se adaptar às necessidades do público. Com a exposição “Post scriptum”, o museu não apenas reflete sobre os desafios enfrentados, mas também celebra a resiliência e a memória coletiva da cidade.